quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cantando e dançando com Gene Simmons no caminho até a América do Sul

Tradução da coluna do Duff em SeattleWeekly:

Como foi a experiência de tocar com um mito do Rock, por Duff Mckagan

  Eu cresci em um momento muito bom para o rock and roll.

Músicas de três acordes com alguns riffs e letras rebeldes eram o pano de fundo musical dos meus anos de formação. O primeiro disco ao vivo do KISS, Alive!, foi uma coleção épica de riffs e refrões que preenchiam várias questões que eu tinha sobre garotas e fogo.
Posicionado ao lado do meu disco do Sex Pistols, Cheap Trick, e discos dos Stooges, o KISS era o antídoto necessário ao Styx, REO Speedwagon, e Kansas (nada pessoas caras... eu só não gostava).
Eu não levo muito a sério aqueles dias. A minha carreira musical estava sendo salpicada com uma magia.Eu entendo isso. Nesse ponto, eu tive a oportunidade de todas com muitos dos heróis da minha infância: Iggy Pop, Steve Jones e Paul Cook dos Sex Pistols, e o duo do Cheap Trick, Zander/Nielsen. Esses foram caras que eu já imitei tocando guitarra também!

No mês passado eu recebi uma chamada para fazer alguns shows na América do Sul, que como eu já disse algumas vezes, é um local incrível para detonar tocando, com uma mistura de vários músicos: Glenn Hughes do Deep Purple, Joe Elliot do Def Leppard, Billy Duffy do Cult, Gilby Clarke e Matt Sorum do GNR, Mike Inez do Alice in Chains, Ed Roland do Collective Soul, Sebastian Bach, Steve Stevens do Billy Idol, e sim... Gene Simmons do KISS.

Eu nunca havia tocado com os caras do KISS. Eles nunca tiveram caras como eu tocando suas músicas, e eles não fazem projetos paralelos. Isso é OK também, claro.

Aqui estava, na América do Sul, finalmente a chance de ver Gene "Deus do Trovão" Simmons em ação. Mas será que seria legal viajar com ele? Será que ele veria através da minha imagem rocker e da minha idolatria adolescente? Eu deveria ser mais atirado ou ficar mais na minha, perto do cara que eu copiava nas minhas fantasias de Halloween na sexta série?

Torci pelo melhor quando embarcamos no avião em Los Angeles para o Paraguay.

A longa distância da viagem com várias pessoas juntas pode realmente mostrar o interior de cada um. Você pode olhar através da alma de um homem em um vôo de 18 hpras.

Como alguns ficaram cansados após algumas paradas para abastecer em San Salvador e Lima, Mr. Simmons se posicionou, como se estar emperrado em um tubo de metal com desconhecidos fosse uma experiência cotidiana.

Suponho que realment seja, para ele e sua esposa Shannon. Eles contaram piadas e histórias -- e lutaram.Para mim, essa experiência inicial providenciou uma primeira impressão de como esse cara lideraria com calma toda essa viagem. E eu gostei disso.

Backstage do segundo show em Buenos Aires, Sebastian Bach pluga seu Ipod em uma caixa de som, que toca algum Boz Scaggs e depois Sly and the Family Stone. Gene Simmons aparece de repente e começa a dançar... realmente bem. Ele fez algumas dancinhas da era disco e até mesmo algumas danças de stripper.Todos nós ficamos admirados com o espetáculo. O Deus do Trovão realmente arrazava. 

A vida de Gene é fascinante. Nascido em Israel,ele se mudou para o Brooklin com sua mãe aos 8 anos de idade. Ele não falava uma palavra de inglês, e teve que aprender sobre a vida nas ruas de New York enquanto sua mãe trabalhava em uma fábrica de botões. Suas primeiras incursões americanas foram com os pioneiros do rock-and-roll como Chuck Berry e Elvis Presley. 

As danças no ensino médio foram a prõxima incursão, e ele instantaneamente percebeu que se ele requebrasse a parte inferior do corpo, as garotas ficariam loucas! hahaha! Começar uma banda de rock foi um passo natural para nosso jovem protagonista.

Gene tem um amor natural pela música. Ele pode nomear qualquer hit, quem produziu, quem tocou, quem escreveu. Ele sabe dos pequenos fatos do rock dos quais eu jamais ouvi falar (Doris Day + Sly Stone? Incrível!). O seu senso de humor é fino e ácido.

Gene é um herói do rock para mim por que ele simplesmente é um show man incrível. Isso é o máximo, se você me perguntar.

Vou tirar a poeira do meu disco duplo KISS alive e ouvir todas aquelas músicas. Eu sei como tocar guitarra hoje em dia, mas eu acho que talvez uma versão "air guitar" possa fazer uma reapresentação.

 
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