sexta-feira, 25 de maio de 2012

História do Sonics: Como isto vai funcionar?

Tradução da coluna do Duff (Reverb) – Seattle Weekly

Com todo o burburinho sobre o acesso lateral do Porto de Seattle (e obrigado Chris Daniels da KING-5 pelo relatório de trafego desta semana!), parece realmente possível que nós aqui de Seattle tenhamos uma equipe da NBA de volta nos próximos cinco ou seis anos.  O Sonics, cara! Isso seria realmente maravilhoso.

O investidor Chris Hansen parece ter uma real negociação por aqui, pessoal, e através de toda excitação em torno do drama do Sacramento Kings, Hansen ficou mais frio, distante e perplexo. Ele parece ser a mistura certa de determinação e inteligência para o que será certamente um processo irritável.

Com um grande público passando a ver o OKC Thunder [Oklahoma City Thunder] jogar sob os holofotes dos playoffs da NBA nestas últimas semanas, tornou-se muito mais que doloroso ver nosso antigo Sonics revelado como OKC. Eles tem a posse física de nossa bandeira e fazem escolhas no draft e tem até mesmo o Squatch [nota: mascote do time de Seattle]... mas e a nossa história? Não éramos nós que estávamos em Seattle e sofremos, vibramos e vivemos cada vitória e derrota do Sonics ano após ano? Se tivermos nosso Sonics de volta, teremos que começar a reinvidicar a história como nossa?

Pessoalmente, eu tenho ficado chateado com Clay Bennett e Howard Schultz. É hora de crescer e mudar. Nós sabemos quem somos, e sabemos o que aconteceu. Claro que estamos ferrados, mas nós vamos nos levantar. Seattle sempre foi uma das principais cidades da NBA, e nós seremos novamente. Ninguém quer ficar com o rótulo de “ex-amante ciumenta”, e certamente não se encaixa na mentalidade do difícil porém humorado Noroeste.

Porque eu preferiria esquecer, isso meio que me escapa da memória, sobre como o Thunder na verdade pegou a história do Sonics em seu “acordo” com Schultz/Cidade de Seattle. Isto deveria ser um ponto discutível, uma vez que teremos o Sonics de volta, certo? As novas regras e alterações são sempre escritas nos esportes profissionais, e isto deveria ser uma dessas regras: “Se uma cidade tem sua equipe com seu nome original de volta, eles estão habilitados em recuperar a história de seu time.”

Faz todo o senso do mundo pra mim, ao menos. Gary Payton e Shawn Kemp fizeram suas mágicas AQUI e na frente dos EUA, certo? As pessoas em Oklahoma City ao menos sabem o quão bom Sam Perkins era? Poderiam reconhecer Hersey Hawkins em uma multidão? Eles estavam lá quando Nate McMillan saiu do banco no final daquele 7º jogo contra o Utah Jazz em 1995? Steve Scheffler, alguém? Scheffler!!!

O que é o Sonics para Seattle sem toda esta história? Eles venceram nosso único campeonato principal mundial (desculpa Storm, sem ofensas). O Sonics estavam em todos aqueles comerciais épicos, e os artistas de Seattle escreviam canções fodas a respeito da equipe. Por um bom tempo lá no final dos anos 80 e início dos anos 90, parecia que o Sonics era uma identidade cultural de Seattle (claro, até AIC [Alice in Chains], Soundgarden, Mother Love Bone, Pearl Jam, Nirvana, etc. chegarem).

Eu finalmente vi o documentário Sonicsgate: Requiem for a Team algumas semanas atrás. Ele teve o efeito pretendido de ferver meu sangue. Mas também me fez lembrar da história do Sonics. Esta é MINHA história, e sua também. Não é algo que pode ser comprado ou vendido ou pendurado em vigas do ginásio de outra cidade. Não deveria ser.

Boa sorte, Chris Hansen. Acalme-se, Porto de Seattle (ou não trabalhem fora do que foi firmado em bastidores). Nós queremos nossa equipe de volta, E nós teremos nossa bandeira e história E Squatch de volta!



 
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