sábado, 30 de junho de 2012

Hey, o que aconteceu com o rádio?

Tradução da coluna do Duff na Seattle Weekly (Reverb):

Quando os executivos de uma rádio testam um novo single para um artista, eles reúnem ouvintes em uma sala, colocam algumas canções diferentes de um mesmo artista e perguntam aos participantes como eles reagiriam se eles escutassem a canção no rádio.

Você:
A. Mudaria de estação de rádio se ouvisse esta canção?
B. Aumentaria o volume se ouvisse esta canção?
C. Não faria nada se você ouvisse esta canção?



A reação que eles procuram é a “C”.


Pense nisso por um segundo: Estas estações não querem que você mude de rádio. Nem mesmo que mude o volume (eu acho que eles pensam que você irá erroneamente trocar de rádio ao invés de aumentar o volume... consumidor burro). Esta é a metodologia moderna, e esta informação é utilizada na multitarefa de gravadoras / parceiros de estação de rádio. Ninguém quer que VOCÊ toque no dial [Nota: trocar de estação de rádio].

É claro, nós entendemos. Nós somos adultos e entendemos o negócio. Isto São apenas negócios, apesar de tudo, mas como resultado, nenhuma música que uma estação de rádio pode tocar nesses dias não é necessariamente a canção que vai fazer você reagir mais.
É o que o fará permanecer preguiçosamente sintonizado na estação para que eles possam anunciar suas lucrativas propagandas de coisas que nós esperamos consumir.
Porcaria, se você me perguntar.

Costumava haver tantas canções escritas com a noção romântica de uma rádio estar em algum lugar. Rádio costumava ter um toque de frescura. As estações de rádio em todos os EUA tinham sua própria playlist, e muitas vezes uma banda local receberia sua primeira grande chance tocando na rádio de sua cidade natal.

 A música de rádio hiper-testada de hoje ficou muito artificial, tediosa e mundana.



Pessoalmente, eu gostaria que houvesse uma estação old-school de punk rock em cada cidade. Eu ouviria mais rádio com mais freqüência, se fosse o caso. Mas eu gosto de tudo “old school”. Rhythm & Blues old-school, rock dos anos 70, etc. E aparentemente pessoas da minha idade TEM poder de compra, certo? Não seria inteligente se alguma corporação percebesse que tocar anúncios no rádio de carros e roupas para um cara como eu pode ser uma coisa genial para se fazer?


Mas eu gostaria da chance de encontrar alguma música new-school via rádio também.  Eu amo algumas de Beach House e Red Fang. E o que mais está lá fora que eu não conheço? Eu tenho que pesquisar online agora. Acessar o Pandoras e Youtubes e Spotify – ou ir ao Capitol Hill para ver o que há de novo nos dias atuais?


Nunca haverá um tempo no futuro que algumas crianças, como eu, irá sintonizar uma estação de rádio ao invés de ouvir seus iPods? Será que eu ouviria o rádio se eu tivesse um iPod por muito tempo? Eu poderia... se não apenas para descobrir alguma coisa nova.



 
Duff McKagan Brasil © 2011-2015